Cuidado com o buraco, porque “Nariz de Porco não é Tomada”

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Cuidado com o buraco, porque “Nariz de Porco não é Tomada”, aliás, esse é o nome do primeiro disco solo do Marcelo Pepe Bueno, fundador e integrante da banda Tomada.

O disco foi produzido e mixado pelo próprio Pepe e seu amigo Eduardo K-Reca, todos nós sabemos que a cena independente no brasil não é fácil, ainda mais pra um cara com um visual louco igual esse.

Procurando por ai, achamos o video clip da música “Tudo Isso”
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Aproveitando, no myspace dos caras da pra ouvir mais algumas músicas.
http://www.myspace.com/pepebueno

Entrevista:
Conversamos com o Pepe é quer saber? O cara é show, nessa conversa ele conta como foi o lançamento do seu último CD, fala de como é ser independente e as vantagens que a internet proporciona, mais diz que não troca o mundo virtual por um bate-papo “ao vivo”.
É isso ai, confiram a conversa logo abaixo, e não deixem de conhecer o trabalho dele. Pepe, felicidades e sucesso!
Como você se tornou cantor?
Na verdade eu canto como “forma de composição”, sempre que pego o violão canto alguma coisa, mesmo sem letra, canto a melodia que passa na minha cabeça, assim que venho desenvolvendo esse lado. No disco eu canto 3 faixas e faço backing nas outras. Tenho ótimos amigos cantores que me incentivaram a cantar, fico agradecido por isso.

Antigamente todos os artistas buscavam uma grande gravadora para “cuidar” de suas carreiras, hoje, cada vez mais esse quadro está mudando, gravadoras perdendo artistas e sofrendo com o MP3.
É verdade. Hoje em dia o artista tem que se preocupar com todos os detalhes da indústria fonográfica. Claro que sempre é bom contar com uma equipe legal, que dê suporte básico e deixe o artista focar na música, que é o mais importante, na real. Porém, como nem sempre é possível, precisamos nos virar como dá.

Como é ser um artista independente, ou seja, aquela pessoa que não conta com o apoio e o dinheiro de investimento de uma grande empresa?
É difícil. Nem sempre o mais legal é o que mais vende. Fico cabreiro com esse papo de grana acima da arte. É um perigo ver músicas fúteis o dia inteiro em grandes rádios ou emissoras, e pior, pessoas instruídas, com uma suposta boa formação, andando num baita carro, com um som que não diz nada pra ela no talo, só para viver nesse mundo de aparência, isso não é legal, saca? Precisamos pensar na evolução da espécie, não estagnar num confortável mundo de imagem e pose.

Qual o papel da Televisão que é uma mídia tradicional e cheia de “jabás” e o papel da Internet nessa conquista de novos públicos? Como o MP3, youtube, myspace e etc, ajudam ou atrapalham a vida do artista?
Eu penso sempre na música e na sensação que ela causa em diferentes pessoas. Toda essa mídia leva a música pro povo e toda essa liberdade vinda com a net é uma ótima ferramenta para o artista. Não podemos é viver somente em função disso, precisamos continuar com o contato físico, o papo de esquina, os shows em bares ou casa, saber aproveitar o beneficio de ser humano, não ficar grudado em tecnologia e sim aproveitá-la.

Quais são suas inspirações musicais, e o que você costuma ouvir no dia a dia?
Ouço música a partir do primeiro minuto do dia. E quando o som não tá ligado, as músicas ficam rodando na minha mente. Gosto muito da Fiona Apple e tenho ouvido bastante Elton John, tô na fase pianista do ano. (rs)

O Lançamento do seu disco foi agora em Dezembro, O que podemos esperar para 2008? Novos projetos? Agenda de shows?
Foi um baita show legal, tanto pra nós, que tocamos, quanto pra quem foi ver. Consegui reunir todos os músicos que gravaram no disco, e olha que não são poucos (foram 20 músicos ao todo), e fazer com que o clima de festa contagiasse o público e os músicos. Foi um show único com certeza.

Em 2008, eu quero é tocar. O Tomada está preparando o terceiro disco e tocaremos num festival no Carnaval, em Santa Catarina, com a banda Casa das Máquinas. Eu estou montando uma banda para divulgar esse meu disco e vou fazer alguns shows com ela. Estou num baita grupo legal, chamado The Lost Crowes, que faz tributo ao grupo americano Black Crowes, e é isso… Minha vida graças a Deus é ritmada por música.

Se sobrar um tempo, vou tentar acabar de escrever um livro que se chama “A sombra do trem”, de ficção. E continuar a divulgar o livro que meu pai escreveu e que consegui lançar no meio de 2007, chamado “O Futuro já começou” - um baita livro Sócio-Político.

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One response to “ Cuidado com o buraco, porque “Nariz de Porco não é Tomada” ”

21 01 2008
Kuka ( 13:23:26 ) :
Ruoooock!!!

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